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Polícia Caso Moïse

Dono de quiosque Biruta, onde Moïse trabalhava, é PM

Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou inquérito para apurar trabalho análogo à escravidão em quiosques. Policial militar é aguardado para depor nesta quinta-feira

02/02/2022 21h04
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Por: Redação Fonte: O Dia
Dono de quiosque Biruta, onde Moïse trabalhava, é PM

Rio - Um cabo da Polícia Militar, lotado no 9ºBPM (Rocha Miranda), é aguardado para depor amanhã, na Delegacia de Homicídios. Ele é dono do quiosque Biruta, onde Moïse Kabamgabe trabalhava, assim como um dos seus agressores. A família de Moïse alega que as agressões ao congolês foram motivadas após ele cobrar diárias de trabalho não pagas. Além do policial, sua irmã, que também é proprietária do quiosque, irá prestar depoimento.

Os agressores, identificados como Fábio Pirineus da Silva, conhecido como Belo; Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove; e Brendon Alexander Luz da Silva, de apelido Tota, foram presos, temporariamente, por 30 dias, nesta madrugada. Moïse, que ingressou no Brasil como refugiado de guerra, em 2011, trabalhava de forma informal para se sustentar. 

Na versão dos presos, no entanto, o espancamento ocorreu após Moïse tentar pegar cerveja do quiosque Tropicália, onde já havia trabalhado, e ameaçar um funcionário idoso, de nome Jaílson. A motivação para o crime ainda é apurada pela Polícia Civil.

Moïse morreu por espancamento no quiosque Tropicália, vizinho ao bar Biruta, onde ele trabalhava. O Samu constatou sua morte por volta das 23h e, após a perícia, seu corpo foi removido para o IML às 3h, do dia 25 de janeiro. 

O Ministério Público do Trabalho informou que instaurou um inquérito civil para apurar trabalho análogo à escravidão nos quiosques onde Moïse já trabalhou. "Durante a instrução do inquérito serão colhidas provas para responder questionamentos, como se havia trabalho sem pagamento de salário e sem direitos trabalhistas. Esse trabalho ocorria em condições análogas à escravidão?", afirmou a procuradora Guadalupe Turos Couto.

Um dos agressores trabalhava no mesmo quiosque de Moïse. Muitos dos trabalhadores moram nas areias da praia ou passam a noite dentro dos quiosques onde trabalham e recebem o pagamento por comissão das vendas.

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