Uma nova escalada em um antigo conflito no extremo leste europeu tem colocado a região em estado de alerta.

Tropas de Armênia e Azerbaijão estão se enfrentando desde domingo (27), com um saldo de ao menos cem mortos desde então – na maior onda de violência na região em décadas.

Embora não esteja claro o gatilho da nova escalada, a disputa gira em torno do enclave de Nagorno-Karabakh, uma pequena área que oficialmente é reconhecida como parte do Azerbaijão, mas tem população em sua maioria de etnia armênia.

No final dos anos 1980 e início dos 90, Azerbaijão e Armênia, duas ex-repúblicas soviéticas, disputaram uma sangrenta disputa pelo enclave, até um cessar-fogo ser decretado em 1994. No entanto, um acordo de paz permanente nunca foi acertado.

Desde então, Nagorno-Karabakh continuou sendo parte do Azerbaijão, mas sendo governado por separatistas armênios, apoiados pelo governo armênio

Décadas de negociações, mediadas por potências estrangeiras, nunca alcançaram um tratado de paz.

A Armênia é um país de maioria cristã, enquanto Azerbaijão é majoritariamente muçulmano.

Agora, a disputa bilateral começa a atrair grandes potências regionais. A Turquia, que tem laços próximos com o Azerbaijão, disse na terça que está “totalmente pronta” para ajudar seu aliado a recuperar o controle de Nagorno-Karabakh.

A Rússia, por sua vez, tem relações estáveis com ambos, mas é um importante aliado da Armênia e mantém uma base militar ali.

Nesta quinta-feira (1/10), tropas azeris e armênias desafiaram a trégua que havia sido pedida na véspera pela Rússia e pela França, e bombardeios e tiros continuavam sendo ouvidos na região.

Tanto Emmanuel Macron, presidente da França, quanto Vladimir Putin, da Rússia, falaram da necessidade urgente de desescalar as tensões em Nagorno-Karabakh.

“Pedimos que os lados cessem fogo completamente o mais rápido possível”, afirmou um comunicado do Kremlin.

Fonte: R7 01/10/2020

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