Foi libertada às 15h55 desta sexta-feira (4) uma mulher que era feita refém pelo namorado, desde as 12h, em uma lanchonete na Rua General Roca, na Tijuca, Zona Norte do Rio.

Além da mulher, três funcionários que estavam presos no escritório foram libertados com segurança.

Segundo a polícia, Paulo Roberto Gonçalves estava com a namorada na lanchonete Ricco’s quando os dois começaram uma discussão. Paulo, então, pegou uma faca e fez a mulher refém.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado e deu início às negociações, que duraram quase quatro horas.

Comportamento ‘psicótico’

Segundo o comandante do Bope, tenente-coronel Maurílio Nunes, o suspeito apresentava um comportamento psicótico. Os agentes, então, deram início a um protocolo de ação, com o uso de armas não letais. O homem foi dominado e preso, e a mulher, solta.

“Foram mais de 3 horas de negociação. Verificamos que ele estava muito alterado, com traço de psicopatia. Isso alegado pela própria psicóloga que nos acompanhava. E por conta disso começou a alterar momentos de muito estresse e colocando já em risco a vida da refém”, explicou Nunes.O comandante explicou ainda que a negociação foi tática, “com uma dissimulação, que foi [com] o uso da granada, de uso menos letal, e a entrada com o cão

A partir daí, nossa equipe fez a entrada e conseguiu demovê-lo da refém, usando também uma arma de eletrochoque. (…) Foi feita a extração, o atendimento médico a ambas as pessoas, tanto do sequestrador quanto das vítimas, porque na verdade eram quatro vítimas – uma que estava diretamente na posse dele e mais três dentro de um escritório que ele não deixava sair”, disse Nunes.

Segundo a polícia, as quatro vítimas e o agressor receberam atendimento médico e psicológico. Todos passam bem.Agentes do Tijuca Presente — programa de segurança do governo em que policiais militares fizeram o patrulhamento a pé, em motos ou carros pelo bairro — interditaram a rua nos dois sentidos.

Anotação criminal

Segundo a major Marliza Neves, da comunicação da Polícia Militar, a mulher tinha um ferimento pequeno no pescoço, mas está bem. Ainda segundo a polícia, o homem falava coisas sem nexo e mantinha a faca no pescoço da vítima durante toda a ação.

“Ele tem passagem pela polícia e está muito alterado”, afirmou a porta-voz da Polícia Militar.

Neves disse que o autor do sequestro foi preso por lesão corporal no dia 28 de agosto e cumpre pena no regime semiaberto. Há dois dias, no entanto, não voltou para a prisão, em Benfica, na Zona Norte.

Relação com a vítima

Segundo a Secretaria de Estado de Vitimados, familiares da vítima contaram que não sabem o que o homem e a mulher fazem na Tijuca, já que eles são de Valença, no interior do estado.

Ainda de acordo com familiares, o suspeito e a vítima tiveram um relacionamento e teriam reatado recentemente. Foi informado também que o homem teria problemas com álcool e já tem uma passagem na polícia, pela lei Maria da Penha.

Homem usou faca da lanchonete

O supervisor André Felipe, um dos funcionários da lanchonete, contou que o suspeito estava muito exaltado e usou uma faca do próprio estabelecimento para agarrar a namorada e iniciar o sequestro.

“Três funcionários, por não verem o que acontecia, acabaram ficando do lado de dentro da lanchonete. Ele estava até com uma faca com a qual ele estava comendo. Ele não entrou armado não”, afirmou ele.

Fonte: G1 04/09/2020

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