Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Inteligência da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor do Procon de São Paulo concluiu que o consumidor deve ficar atento aos preços dos medicamentos porque os valores podem variar até 41%. 

O levantamento comparou o preço de 17 medicamentos de referência nos dias 31 de março e 4 de maio em seis estabelecimentos online e constatou quatro acréscimos de preços e seis reduções.

Na comparação entre os preços praticados por cada uma das farmácias em ambas as datas, a maior diferença de preço encontrada foi no Luftal: de 41,22% e 40,60%.

Na primeira data, o medicamento foi encontrado por R$ 25,01 em um estabelecimento e em outro por R$ 17,71, o que representa uma diferença de R$ 7,30 ou 41,22%. Na segunda ocasião, o item era vendido a R$ 24,90 em uma farmácia e a R$ 17,71 em outra: diferença de R$ 7,19 ou 40,6%.

A pesquisa aponta que as variações no preço final, seja aumento ou redução, são decorrentes de descontos concedidos por cada estabelecimento, segundo o Procon.

Comparação de preços

Na pesquisa, só foram levantados os medicamentos de referência (genéricos não fazem parte), os que podem ser vendidos online e que não dependem de envio prévio de receita.

Na comparação de preços dos itens encontrados em cada site de farmácia pesquisada, a equipe verificou que a Novalgina (500 mg/ml – gotas 10ml) teve acréscimo de 26% na Onofre (o preço em 31/3 era de R$ 9,94 e em 4/5, R$ 12,55); 20% na Pague Menos (passou de R$ 8,25 para R$ 9,90) e 18,77% na Drogaria SP (de R$ 7,99 para R$ 9,49).O medicamento Neosaldina (gotas 15 ml) também teve elevação no preço de 6% na Drogaria SP, passando de R$ 24,49 para R$ 25,99.

No período analisado, foram constatadas também quatro reduções de preços na Drogaria SP em medicamentos como Luftal (decréscimo de 10,83%), Postan (-6,78%), Daonil reduziu 6,46% e Mesigyna, queda de 6,16%.

Nas datas, a Ultrafarma apresentou queda de preços em dois medicamentos: Nisulid de 9,47% e Luftal, de 0,44%.

Regras

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, aprova anualmente o índice de reajuste de preços de medicamento e estabelece uma lista de preços máximos permitidos para a venda, que é atualizada mensalmente.

Se houver preços superiores aos indicados, eles são irregulares. Mas podem ocorrer descontos que variam de acordo com critérios estabelecidos por cada fornecedor.

De acordo com especialistas que realizaram a pesquisa, a livre concorrência é saudável no mercado, mas quando se trata de produtos essenciais, como medicamentos, instituir um preço máximo ao consumidor muito mais alto do que aquele praticado pelos estabelecimentos não garante a devida regulação: “O teto estipulado pelo órgão regulador poderia ser mais baixo”

Fonte: R7 , 24/06/2020

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