Rio – A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e o Ministério Público estadual (MPRJ) fazem, desde as primeira horas da manhã desta terça-feira, a Operação Colônia, contra uma milícia que age em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. São 24 mandados de prisão (quatro deles contra pessoas que já estavam presas) e 35 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital e pela Auditoria Militar do estado.Dentre os alvos, estão quatro policiais militares, dentre eles Deltz da Cruz Fonseca, que, além do crime de organização criminosa, também foi indiciado por corrupção passiva. Até o momento, 11 mandados de prisão foram cumpridos, dentre eles dois contra os PMs alvos, de acordo com a TV Globo,

São policiais militares que estão na ativa e se usam do cargo de agentes públicos para ter vantagens ilícitas, bem como acobertar os crimes que essa quadrilha comete. Alguns foram encontrados nas suas residências, outros não. Aqueles que tomaram ciência da nossa ação fizeram contato com as equipes e prometeram se apresentar no decorrer do dia de hoje”, destacou o delegado Antônio Ricardo, chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), afirmando que os PMs fazem parte da liderança do bando.ATUAÇÃODe acordo com o MPRJ, os líderes do grupo são Sidney William de Oliveira e Silvânio de Oliveira Barbosa. Eles são irmãos de Sergio Luiz de Oliveira Barbosa, conhecido como Serginho, que foi assassinado em março do ano passado e chefiava o grupo.O Ministério Público apurou que o grupo, que tem como base o Morro do Tirol, na Freguesia, é obrigado a prestar contas à principal milícia de Jacarepaguá, que é chefiada por Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica. Desde que Orlando Curicica foi peso, o PM Anderson Gonçalves de Oliveira, o AndinhoFabiano Vieira da Rocha, o Fabi, e Almir Rogério Gomes da Silva comandam seus negócios.De acordo com a investigações, os milicianos do Morro do Tirol são responsáveis por extorquir moradores e comerciantes da região, com a cobrança de diversas taxas ilegais, como “taxa de segurança”, transporte ilegal de passageiros, venda irregular de botijões de gás, desvio de sinal de Internet e TV a cabo (gatonet), além de praticarem vários homicídios. Ele também erguem construções irregulares em áreas de proteção ambiental. “Eles agem da forma clássica que a milícia já vem agindo há algum tempo no Rio de Janeiro, que é cometendo extorsões, ameaças, homicídios, crimes ambientais, parcelamento irregular de solo… toda aquela criminalidade que somos conhecedores desse tipo de ação”, frisou o delegado Antônio Ricardo.

IDENTIFICAÇÃO DOS MILICIANOS As investigações da operação começaram após a morte de Serginho. A partir da apreensão do telefone dele, foi possível identificar os integrantes da milícia e as atividades que eles monopolizam, sempre com o uso violência e ameaça contra as vítimas.
“Nós temos certeza que retirando de circulação esses marginais, o homicídio naquela região, que é o principal índice da segurança pública, que é o crime contra a vida, reduzirá ainda mais”, reforçou o chefe do DGHPP.A ação de hoje conta com a participação da Corregedoria da Polícia Militar. Os presos estão sendo levados para a sede da DHC, na Barra da Tijuca.

Fonte: O Dia 02/06/2020

Comentários

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui