Nísia Trindade, presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), disse nesta segunda-feira (25) que a instituição está empenhada no desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, a doença já matou 22.666 pessoas desde o início da pandemia no Brasil.  

A pesquisadora, que comandou um debate virtual sobre os 120 anos da fundação, ressaltou o papel da organização no combate à crise sanitária e, também, nas projeções para a produção de um medicamento suficientemente eficaz: “Estamos dedicados e teremos reunião hoje para pensar essa prospecção para desenvolvimento e produção de uma vacina. De acordo com a presidente da Fiocruz, o país “está passando por uma etapa da pandemia que ocorreu há cerca de um mês na Europa”, que é a disseminação do novo vírus por regiões afastadas dos grandes centros urbanos. “Até o momento ainda não vivemos queda ou estabilização. Observa-se interiorização da pandemia que pode atingir populações vulneráveis, cidades de pequeno porte”, completou. Nísia lembrou ainda que por trás de cada número apresentado por meio das estatísticas oficiais, há pessoas com vidas e trajetórias próprias e, por isso, propôs um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da covid-19. “Muito particularmente aos trabalhadores da Fiocruz que foram acometidos por essa doença e, infelizmente, nos deixaram”, lamentou a pesquisadora, que trabalha na instituição desde 1987. 

A Fiocruz nasceu em 1900, com o objetivo de combater epidemias como a da “peste bubônica, da febre amarela e da varíola”. Que à época ameaçavam a então capital do Brasil, o Rio de Janeiro. Hoje, a fundação é o maior centro de pesquisa biomédica da América Latina. 

“Vem se dedicando diuturnamente a apresentar propostas e soluções, a elaborar pesquisas que respondam a perguntas ainda sem resposta, a formular e implantar ações estratégicas de atenção e promoção da saúde, como a construção do Centro Hospitalar para a Pandemia Covid-19, uma ação de referência com o Ministério da Saúde, entre muitas outras iniciativas”, concluiu.

videoconferência contou com a participação do ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, que manifestou preocupação com a chegada da pandemia do novo coronavírus ao interior do país. 

“A missão fica clara a cada dia. […] Nós temos o impacto das capitais e regiões metrolpolitanas. […] Este impacto vai passar e nós vamos ter o espraiamento disso para o interior e vamos ter de ter as estruturas que foram preparadas nas capitais e regiões metropolitanas para receber esse pessoal do interior que não tem as estruturas lá”, afirmou Pazuello. 

Fonte: R7 25/05/2020

Comentários

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui