O dólar bateu novo recorde nesta quinta-feira (7), cotado a R$ 5,8459, em alta de 2,51%. Pressionado desde a abertura, a moeda subiu após o Banco Central ter surpreendido o mercado ao promover um corte mais intenso que o esperado na taxa básica de juros, reduzindo a Selic de 3,75% para 3% no final da tarde da véspera.

Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,8763. Mas o destaque foi o dólar turismo cotado a R$ 6,0535, sem considerar o IOF. É a primeira vez que a cotação de fechamento supera os R$ 6. Veja mais cotações.

Na parcial da semana e do mês, a alta acumulada do dólar é de 7,47%. No ano, o avanço é de 45,79%.

A cotação de fechamento mais alta até esta quarta havia sido registrada na semana passada, quando a moeda encerrou o dia a R$ 5,65. Na parcial da semana e do mês, a alta acumulada é de 4,84%. No ano, o avanço é de 42,23%.

O Banco Central realizou nesta quinta-feira leilão de até 7,54 mil contratos de swap tradicional com vencimento em setembro de 2020 e janeiro de 2021.

O Copom não apenas cortou a Selic em 0,75 ponto percentual — mais do que a redução de 0,5 ponto esperado por ampla parte do mercado — como indicou possibilidade de outra flexibilização monetária nessa magnitude na próxima reunião do colegiado, nos dias 16 e 17 de junho.

juro básico caiu para 3% ao ano, nova mínima histórica.

Juros ainda mais baixos reduzem o diferencial de taxas entre o Brasil e o mundo, o que prejudica a competitividade do país em termos de atração de capital ávido por retornos. Soma-se a isso o momento em que mercados emergentes de forma geral sofrem fortes saídas de recursos por causa da crise do Covid-19.

Fonte: G1, 07/05/2020

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