prefeito do Rio, Marcelo Crivella, garantiu neste domingo (29) que “não há nenhuma indicação até agora de fazer um ‘lockdown’, ou um ‘shutdown’” — quando uma quarentena irrestrita é imposta para todos os segmentos e para toda a população.

O boletim divulgado neste sábado (28) contabilizava, na capital, 489 casos e nove mortes por complicações do coronavírus.

Crivella concedeu uma entrevista coletiva pela internet e reafirmou que o setor de serviços — como restaurantes e farmácias — pode e deve seguir funcionando.

“Se a gente para todo mundo e daqui a pouco libera todo mundo para ir para a rua, a nossa curva de infectados vai se dar no inverno, no momento pior das estações do ano, onde nós já temos uma série de outros problemas, com outros vírus”, detalhou o prefeito.

Estão autorizados a funcionar:

  • lojas de conveniência;
  • de material de construção;
  • mercearias;
  • aviários;
  • depósitos;
  • comércio de insumos agrícolas;
  • comércio de gás liquefeito de petróleo;
  • mercados;
  • hortifrútis;
  • padarias e confeitarias;
  • açougues;
  • peixarias;
  • distribuidoras;
  • transportadoras;
  • postos de combustível;
  • lojas de medicamentos veterinários, alimentos e produtos de uso animal.

Consciência cívica’

O prefeito voltou a pedir que as pessoas permaneçam em casa. Segundo ele, os estabelecimentos que desrespeitam a determinação de não manter aglomeração estão sendo multados.

Ônibus para servidores

Crivella anunciou ainda que os Ônibus da Liberdade — usados na rede municipal de ensino — passarão a atender servidores das áreas da Saúde e da Assistência Social, além da Guarda Municipal.

Serão 13 linhas que sairão de municípios da Baixada Fluminense e de Niterói com destino a três pontos:

  • Central do Brasil
  • Terminal Alvorada
  • Madureira.

Apelo para idosos

O prefeito também reforçou o apelo para que os idosos mapeados pela Secretaria de Assistência Social se isolem em hotéis contratados pela prefeitura. Até sábado, somente um idoso estava hospedado — a expectativa era ocupar 300 quartos.

A Prefeitura do Rio pagará diárias de hotel até o valor de R$ 120 para abrigar idosos moradores de comunidades. Caso as famílias queiram uma diária acima deste valor, não haverá acordo.

O abrigo nos hotéis acontecerá apenas se os idosos aceitarem o convite feito pela Secretaria de Assistência Social, o que não é obrigatório. Eles foram escolhidos após triagem realizada pela Secretaria Municipal de Saúde.

A prefeitura informou que as visitas são feitas a pacientes cadastrados na clínica da família e que agentes comunitários de saúde apoiam as equipes da assistência social na identificação de idosos com perfil para o acolhimento.

Os hotéis foram escolhidos pela proximidade com os locais que têm registrado o maior risco de contaminação do novo coronavírus. O acolhimento dos idosos vai contar com serviço de hotelaria, refeições diárias, rouparia e lavanderia.

Fonte:

Por Matheus Rodrigues, G1 Rio

29/03/2020 10h23  Atualizado há 45 minutos

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