Ao menos 384 mil pessoas morreram na Síria, incluindo mais de 116 mil civis, desde o início da guerra no país em março de 2011, de acordo com um balanço atualizado publicado neste sábado (14) pela ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

O conflito começou com a dura repressão do governo a manifestações pacíficas pró-democracia. Com o passar dos anos, se transformou em uma guerra complexa, com a presença de grupos rebeldes e jihadistas, assim como de forças estrangeiras.

Reflexos da guerra

Nas últimas semanas, o avanço do regime foi interrompido na região de Idlib, noroeste do país, último reduto rebelde e jihadista.

Uma ofensiva de Damasco contra esta região provocou desde dezembro a fuga de quase um milhão de pessoas, segundo a ONU. No início de março, a Turquia negociou com a Rússia a interrupção dos ataques.

As ONGs denunciam sem descanso os abusos e violações dos direitos humanos cometidos pelo governo de Assad. Elas acusam o regime por ataques químicos, torturas e detenções ilegais. Neste contexto, dezenas de milhares de pessoas desapareceram, de acordo com ativistas.

A guerra também provocou a destruição de infraestruturas e reduziu ao mínimo setores fundamentais para a economia síria, como o do petróleo.

Fonte:

Por France Presse

14/03/2020 11h47  Atualizado há 6 horas

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