A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás conta, atualmente, com duas parlamentares mulheres, Adriana Accorsi (PT) e Lêda Borges (PSDB), dentre os 21 deputados eleitos no pleito de 2018. Apesar da baixa representatividade no legislativo estadual, um grande número de projetos voltados para saúde, segurança e bem-estar das mulheres tramitam na Casa. A palavra chave “mulher”, está em 64 projetos apresentados pela atual legislatura.

“Na Assembleia deveríamos ter ao menos 10 ou 12 deputadas. Infelizmente, só temos duas. As mulheres trazem uma contribuição enorme para a sociedade. Está faltando uma maior representação na casa, com certeza”, opinou o deputado estadual Paulo Trabalho (PSL), que tem alguns projetos para mulheres aprovados e outros em tramitação na Alego. “Estamos tendo uma atenção grande voltada para as mulheres aqui, talvez pela falta de mulheres para exercer esse papel. Mas acho que elas estão sendo bem representadas nesses projetos que estamos apresentando”, falou.

“Como das únicas mulheres que foram eleitas, me sinto na responsabilidade de defender os direitos das mulheres”, comentou Accorsi, que vê de maneira positiva a quantidade de projetos em votação preocupados com as demandas femininas. “Vejo de forma positiva. Essa luta pela igualdade e um mundo mais seguro para mulheres e meninas é uma luta de todos nós. Precisamos nos unir para ter um estado mais seguro para as mulheres”, completou.

Projetos

Dentre alguns projetos que estão em discussão na Casa, dentre eles, um projeto de Lêda Borges prevê prioridade nos trâmites na Justiça de ações cíveis, criminais, administrativas aos crimes de estupro e feminicídio no Estado de Goiás. Com isso, a vítima ou a família da vítima seria poupada do sofrimento de um processo se arrastar durante um grande período à espera de conclusão. Já Antonio Gomide (PT) propôs acompanhamento psicológico de gestantes na Rede Pública, o que seria importante, especialmente em casos de depressão pós-parto.

O deputado recém-saído do PSDB, Tião Caroço, quer a criação de uma iniciativa voltada para os alunos e educadores de escolas públicas e particulares do Estado de Goiás, que tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher e ainda mostrar a importância da Lei Maria da Penha, além de ajudar a conscientizar os estudantes sobre a necessidade de combater a violência contra a mulher, tudo com vistas à prevenção da Violência Doméstica.

Adriana Accorsi aprovou recentemente na Casa um projeto de lei para que estabelecimentos como bares e restaurante implementem algumas medidas para combater situações de assédio, constrangimentos, violência contra mulheres e meninas. “A sugestão é que se tenha um cartaz falando ‘se você estiver se sentindo ameaçada ou constrangida, de qualquer forma de violência, peça determinado drink ou comunique com alguém do restaurante que vamos te ajudar, levar até o carro ou chamar a polícia’. Enfim, ajudar. Ser um lugar que acolhe e protege as mulheres. Já têm vários bares e restaurantes tomando essas medidas”, falou a parlamentar.

Fonte: domingo 08 março 2020 9:42  Por Fernanda Santos 

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