O Ceará teve neste ano o mês de fevereiro mais violento da série histórica, com 456 homicídios em 29 dias, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Secretaria da Segurança Pública. A violência disparou após o motim de parte da Polícia Militar. Durante o 13 dias da greve policial, foram 312 homicídios, uma média de 26 por dia. No período antes do movimento, a média era de oito por dia.

O mês passado foi o fevereiro mais violento desde 2013, quando a Secretaria da Segurança Pública passou a adotar a atual metodologia de contagem de homicídios. O número de 456 mortes violentas é também é maior em um mês desde janeiro de 2018, quando ocorreram 482 assassinatos.

O balanço mostra que foram registradas 292 vítimas a mais do que o registrado em fevereiro do ano passado, um aumento de 178% no mês.

paralisação de policiais militares começou na noite de terça-feira (18). A média de homicídios entre 19 de fevereiro e 1º de março foi de 26 por dia. Antes do motim, a média de assassinatos no estado em 2020 era de 6 por dia.

A paralisação dos policiais foi encerrada na noite de 1º de março, sem que eles obtivessem anistia, a principal reivindicação da categoria para voltar às atividades.

Vítimas da violência

Em um dos crimes ocorridos durante a paralisação, Maria de Paula Moura foi vítima de latrocínio no Bairro Edson Queiroz, em Fortaleza, na noite do dia 19 de fevereiro.

Mãe de dois atletas mirins, Maria de Paula Moura Miguel voltava do treino de futebol do filho mais velho, quando foi alvejada por tiros em uma tentativa de assalto no bairro Edson Queiroz, em Fortaleza.

Em outro caso de violência, pai e a filha de um 1 ano e 11 meses foram assassinados dentro de casa em Beberibe, no litoral do Ceará do dia 22 de fevereiro.

Criminosos invadiram a casa de Francisco Jorge Gomes Xavier, de 39 anos, acreditando que era a residência de uma homem com os assassinos haviam brigado horas antes. O bando disparou vários tiros contra Francisco Jorge e atingiram também Jorgiane dos Santos, de um e 11 meses de idade.

Em um momento outro crítico da crise, o senador licenciado Cid Gomes foi baleado no peito quando tentou entrar com uma retroescavadeira em um batalhão onde policiais estavam amotinados em Sobral. Cid recebeu atendimento em hospital particular de Fortaleza e depois foi liberado.

Fonte:

Por G1 CE

06/03/2020 11h00  Atualizado há 3 horas

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