As placas padrão Mercosul, que entram em vigor em todo o país nesta sexta-feira (31), têm diversas mudanças em relação às placas cinza usadas atualmente na maioria dos estados. Uma delas é que agora a cidade do veículo não é mais informada na peça.

Nos estados que se adiantaram ao prazo, algumas placas novas chegaram a sair com a impressão do brasão dos municípios, mas a exigência foi retirada em 2018.

Agora este dado só pode ser conhecido por meio do QR Code, um código que é lido pelos celulares — mas, para chegar nessa informação, é preciso mais do que mirar o telefone.

Na última quinta, o ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas, disse em um vídeo em rede social, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que, com o QR Code, “o cidadão vai poder fotografar e vai saber onde o carro foi emplacado, qual é o proprietário, o modelo, vai ter uma parte do chassi disponível”.

No teste feito pelo G1, isso não é imediato nem todos esses dados estão disponíveis nos sistemas do governo para acesso público: diferente do que disse o ministro, não foi informado o nome do proprietário.

Veja passo a passo da ‘leitura’ da placa:

  • o QR Code, que fica no canto superior esquerdo da nova placa, normalmente pode ser lido por câmeras de smartphones ou por aplicativos para esse fim (leitores de QR Code);
  • mas, para ler a placa padrão Mercosul, é preciso ter um aplicativo especifico: é o VIO, disponível para Android e iOS (o sistema operacional dos iPhones);
  • com ele, o que aparece é um número de série, e não imediatamente as informações do veículo; no caso do teste feito pelo G1, eram 15 algarismos;
  • e surge um aviso, dizendo que “o código seguro da placa é destinado às autoridades de controle para uso durante a fiscalização de veículos”;
  • porém, segundo instruções do Ministério da Infraestrutura, de posse desse número de série, é possível acessar os dados por meio do Portal de Serviços do Denatran;
  • mas é necessário ter um cadastro no site, informando o CPF;
  • o portal tem um campo de consulta para placa veicular, onde devem ser colocados o número gerado pelo QR e a placa do veículo. Aparecem, então:
  1. placa e o número gerado na leitura do QR Code;
  2. data, hora, município e o estado da estampagem;
  3. responsável pela lacração (provavelmente a instalação da placa, já que não há mais lacre; no teste feito pelo G1,era o Detran);
  4. se é placa dianteira ou traseira;
  5. situação da placa (ativada ou desativa);
  6. dados do fabricante da chapa e do estampador (CNPJ e razão social);
  7. placa atual;
  8. os últimos 5 números do chassi;
  9. estado e município onde o veículo é registrado;
  10. marca e modelo do veículo;
  11. ano de fabricação;
  12. ano/modelo

Também é possível acessar os dados por meio de outro aplicativo, o Sinesp Cidadão. Ali não é necessário ter um número gerado pelo QR Code. Basta ter a placa, seja padrão Mercosul ou a tradicional placa cinza. No entanto, este aplicativo divulga menos menos informações do que as disponibilizadas no Portal Denatran.

Modelos de placas do padrão Mercosul — Foto: Roberta Jaworski, Karina Almeida, Claudia Peixoto e Juliane Souza/G1
Modelos de placas do padrão Mercosul — Foto: Roberta Jaworski, Karina Almeida, Claudia Peixoto e Juliane Souza/G1

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